Histórias para Acordar
Espaço destinado a histórias para crescer.
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A prova
Quem és tu, ser humano, e porque te achas melhor do que os outr@s? Lá porque manipulas os objetos à tua volta, crias, destróis a teu bel-prazer, não tens o direito de achar que podes ou deves exigir algo – PROVAS. Queres provas de que podes ser feliz. Provas de que te amam. Provas de que és capaz. Provas de és merecedor@ de algo maior do que tu própri@. Provas físicas, reais, quantificáveis que te façam agir. Quem és tu para achar que as tuas ações dependem de fatores externos? Quem pensas que és tu para fazeres exigências à satisfação das tuas necessidades e desejos? Onde foste buscar a ideia…
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Pessoas com sorte
És uma pessoa com sorte porque: soubeste o curso que querias casaste quando querias tiveste filhos quando querias conseguiste um emprego quando precisaste nasceste em famílias abastadas és branco/a nunca sofreste bullying tens dinheiro na conta conseguiste engravidar quando querias sempre soubeste a tua orientação sexual sabes sempre o que queres acordas de manhã cedo para fazeres o que queres fazes noitadas para estudar consegues pagar as contas! tens dois empregos não te falta nenhum membro ainda tens os teus progenitores vivos tens tempo usas esse tempo sabiamente tens afeto tens casa não precisaste sair de casa nunca precisaste de dormir no carro nunca apanhaste dois ou mais transportes para…
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Regressar
Regressar é necessário. Regressar é fundamental. Regressar pode parecer difícil, mau ou o fim de algo bom mas é acima de tudo a implícita ideia de que há algo nosso, há uma base, uma âncora. Esta âncora pode prender mas também te segura. Este lugar, o trabalho ou a casa, para onde regressas é teu. Como tal, apontas-lhes defeitos, teces comentários depreciativos, mudavas aqui ou ali, fazias assim ou assado mas é teu. Podes não conseguir mudá-lo mas podes mudar-te a ti e à forma como o vês. Temos onde regressar, não é bom? Este lugar é teu, é nosso. E só é nosso o que agarrarmos. Então agarra não…
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Porque perdemos a esperança?
Imagina que estás a subir uma grande montanha. Há medida que subimos, “sobe” também o cansaço, o suor, a dor física e os pensamentos de dúvida surgem. A mente quer fugir…parar…acabar com a dor. Quanto mais ouvimos os lamentos da dor, mais ela se mostra. Mais vontade temos de parar. Às tantas deixamos de saber quem é mais forte: a vontade de parar, desistir? Ou a dor física? Será a dor física real ou será amplificada pela vontade de parar por medo de não conseguir? Instaura-se a dúvida. A esperança começa a desvanecer-se como se de uma chama se trata-se. Parece que afinal já não queremos assim tanto alcançar o…
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EGO – O Senhor das ilusões
O Ego. O peito inchado, a sensação de invencibilidade, o excesso de superficialidade. O Ego é aquele nosso lado que quer atenção, que quer estar no centro, quer falar e ser ouvido. Todas as pessoas querem atenção, afeto, pertença e isso, não necessariamente é mau. Então, como saber se é ego ou se eu sigo de facto o meu EU? Esta é a minha luta diária tentar demonstrar às pessoas que me procuram que muito do que desejamos é ilusão, é o ego a falar. O único risco de fazermos o que ele quer é afastarmo-nos mais do nosso interior, da nossa natureza e da simplicidade da mesma. E, sentir…
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Quem não quero ser
Nesta fase de me (re)descobrir, a tal fase do Entre, tenho tido muitas dúvidas acerca de velhos hábitos, comportamentos e novas formas de viver. Quando tomamos consciência de que alguns comportamentos são formas negativas de gerir emoções, são máscaras, apegos, temos o livre arbítrio de os alterarmos. Ao longo dos últimos anos tenho feito esse exercício contudo, sendo eu uma pessoa tendencialmente ansiosa que usa frequentemente o controlo como forma de gestão, tenho que estar sempre em alerta para o que, ao tentar controlar quem não quero voltar a ser não coloque rigidez e inflexibilidade em quem quero ser. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Encontrar esse equílibrio…
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A ilusão do esquecimento
Quando era pequeno, M. estava a jogar à bola no terraço da casa da avó, com o pai. A avó, impaciente pelo barulho do reguila, preocupava-se com a saúde de um vaso ali próximo. Chamou a atenção da criança uma vez: “olha que deitas o vaso abaixo”; duas vezes “se deitas o vaso baixo levas”, três vezes “vais-me estragar o vaso!” Não houve mais vezes porque, perante a persistência da criança em o ser, mantendo o comportamento e ignorando os avisos da anciã – porque para uma criança está sempre tudo controlado – a mesma levanta-se de supetão e deita ela própria o vaso abaixo proferindo – “Vês, eu avisei-te…
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Não fico onde não sou
Março que mês longo…sinto-me um barco com problemas de combustível. Estou a libertar carga para poder manter a rota 🙂 E é mau? Não. É o que é. É o necessário. Não posso ficar onde não sou. No final do mês de fevereiro iniciei um novo desafio, um trabalho que aceitei mas que me tirou muitas vezes o sono (e tempo). Um grande desafio. O maior desafio formativo até hoje. Cada empresa é um novo desafio e cada plano formativo criado de raíz, implica pensar, ler, investigar. Tudo isto antes de chegar à sala e conhecer o grupo. Quando conhecemos o grupo, alteramos, ajustamos e modificamos alguns pontos. E este…
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Ashtanga
Yoga foi amor à primeira prática! Logo na primeira aula senti algo, senti que me encontrei. Mas aquilo que a minha cidade me oferece já não me satisfazia e em 2022 tinha a intenção de procurar algo fora ou diferente. Uma série de coincidências levou-me ao Asthanga em Agosto. Como nas maiores coisas da minha vida, aconteceu de repente e sem pensar muito. Do workshop às aulas foi um segundo. Na base do “Porque não?”, com reticências mas a querer arriscar. Nunca treino nas férias e como ia de férias passados uns dias o melhor seria adiar para setembro mas, eu conheço-nos, seres humanos…isso de adiar para uma altura mais…
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Entre
Ontem comecei a refletir sobre isto: estou entre. Estou em trânsito, em transição. Como já referi aqui mudei de casa em novembro. Mas não é só da mudança estrutural de que falo, sinto que estou em mudança dentro de mim, nos meus gostos, nos meus desejos, em quem eu era e do que gostava e em quem sou agora e do que gosto. Nesta fase estou entre alguma coisa que ainda não existe. Falo de linhas gerais claro, como por exemplo os meus gostos literários. Sempre gostei de romances. Depois comecei a gostar muito de romances históricos. Para mim, num livro tenho de aprender algo e tem de ser sobre…


















